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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Google investindo para o crescimento em anúncios de exposição
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Associações de marketing móvel anunciam fusão de operações no Brasil
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Pontos-de-venda sustentáveis chegam para ficar

Audi, Coca-Cola e Grupo Pão de Açucar já têm a sustentabilidade inserida no conceito de empreendimentos
A sustentabilidade deixou de ser apenas discurso. Com diversos debates em seminários e workshops, as redes varejistas e até concessionárias estão materializando o conceito através de pontos-de-venda sustentáveis. Pão de Açúcar, Audi, Leroy Merlin e Carrefour são alguns exemplos de companhias que estão aprendendo e ensinando aos consumidores como ter atitudes que farão a diferença no futuro.
De iluminação natural a paredes revestidas com material reciclado, as redes de varejo "verde" continuam se multiplicando, mas com cada vez mais pontos-de-venda modernos e econômicos. Apesar do maior investimento inicial nestas lojas sustentáveis, o retorno em longo prazo é vantajoso se comparado aos modelos tradicionais das grandes lojas.
A Audi inovou e lança em breve a primeira concessionária sustentável da empresa no Brasil. O projeto sugere uma fachada que economiza na iluminação e também na refrigeração do ambiente. Além disso, a montadora alemã já trabalha para reduzir os materiais impressos das lojas e o objetivo é chegar à zero em até cinco anos.
Sustentabilidade hoje, amanhã e sempre
Para o Grupo Pão de Açúcar uma loja sustentável significa uma nova postura e atitude sobre o tema. Até o momento a rede possui duas lojas sustentáveis. A última inaugurada em setembro deste ano em Ribeirão Preto, São Paulo, teve investimento de R$ 11 milhões contra os R$ 7,6 milhões da primeira loja criada em Indaiatuba (SP). “A de Ribeirão contém mais de 30 iniciativas sustentáveis”, destaca João Edson Gravata, diretor de operações da rede Pão de Açúcar em entrevista ao Mundo do Marketing.
A rede varejista terá três novos pontos-de-venda sustentáveis que serão inaugurados em dezembro deste ano, sendo que um deles estará dentro de um projeto de certificação internacional. “A cada obra colocamos ingredientes diferentes. Um tipo de telhado feito com material que potencializa a iluminação natural ou o preenchimento da parede com materiais reciclados”, explica Gravata.
A Leroy Merlin inaugurou no mês passado em Niterói, no Rio de Janeiro, a sua primeira loja sustentável já com o certificado AQUA (Alta Qualidade Ambiental) por atender mais de 80 itens de sustentabilidade considerando a concepção e a construção do empreendimento. A Coca-Cola, por sua vez, investiu em fábricas sustentáveis sob o conceito Viva Positivamente com mecanismos para coleta de água de chuva e melhor aproveitamento da circulação do ar. A nova fábrica de refrigerantes (foto) fica em Maceió, Alagoas, e segue os padrões da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) a estimativa é de que a economia de energia seja de até 23% e a de água 36%. Já a fábrica da Leão Júnior fica em Fazenda Rio Grande, Paraná, substituindo a de Curitiba.
Economia X preservação
Outras grandes redes que estão investindo em pontos-de-venda sustentáveis são WalMart e C&C Casa e Construção. A primeira inaugurou em abril deste ano uma loja no Morumbi, São Paulo, construída com base em economia de energia e de recursos naturais. Já a C&C tem um ponto-de-venda sustentável na Marginal Tietê com uma torre eólica para captar energia, leds e lâmpadas T5, que diminuem o consumo de energia.
Este é um movimento sem volta. As lojas sustentáveis conseguem unir o útil ao agradável, já que o lojista economiza, o cliente valoriza a postura e o meio ambiente agradece. “Para nós é natural este movimento. A expectativa é fazer com que o consumidor perceba o ponto-de-venda sustentável com esta mesma naturalidade”, diz o diretor de operações da rede Pão de Açúcar.
A Audi é outra empresa que está inserindo o conceito sustentável em suas concessionárias. O projeto ainda está em desenvolvimento e deve virar realidade nos próximos quatro anos, de acordo com o arquiteto Mauricio Marco Antonio, da Gui Mattos, empresa responsável pelo projeto da Audi no Brasil.
Arquitetura sustentável
O objetivo da concessionária sustentável da Audi é aliar os materiais usados na construção de forma que não agridam o meio ambiente. A fachada terá estrutura feita de vidro e alumínio para aumentar a entrada de luz natural, reduzir o consumo de energia e permitir uma melhor circulação do ar. Outra iniciativa será usar Corian no interior da nova concessionária, um material com o selo “Arquitetura Verde” que substitui madeira e pedra com eficiência.
De acordo com Marco Antônio (foto), a concessionária usará cerca de 10 luminárias apenas em todo o seu espaço. “Não é só o lançamento de uma concessionária. É um conceito de atitude porque em breve não terá mais material impresso na loja”, afirma o arquiteto responsável pela criação da concessionária sustentável que deve ser implantada nas 20 lojas da Audi no Brasil em até cinco anos. “Além da arquitetura, os mobiliários serão feitos com madeira de reflorestamento”, emenda.
Com economia de cerca de 30% com relação às lojas convencionais, o Pão de Açúcar trilha o mesmo caminho que a Audi. Apesar do investimento nas lojas ”verdes” ser alto, o retorno em longo prazo é satisfatório. “Para deslocar os equipamentos é preciso investir um pouco mais que o normal. Mas, ao mesmo tempo, é vantajoso por conta da economia de água e energia elétrica no futuro”, completa João Edson Gravata.
Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Redes sociais aquecem o e-commerce
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Código Brasileiro de E-mail Marketing
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
P2P sofreu queda dramática, diz estudo

Web é preferência dos internautas para consumir mídias: por conseguinte, P2P teve grande queda na participação do tráfego online
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O empresário mais verde do mundo
terça-feira, 29 de setembro de 2009
CIOs revelam estratégia para 2010
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Energia limpa pode gerar 8 mi de empregos
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Neoconsumidor exige mudanças no mercado

A inserção dos canais digitais na vida das pessoas permitiu que o consumidor tivesse acesso global às informações e às ferramentas para comparação e pesquisa de uma forma mais rápida. Este consumidor multicanal está mais exigente e mais propenso a negociações graças à facilidade para pesquisar e comparar serviços e produtos oferecidos pelas empresas.
“A internet possibilita que os consumidores cheguem às lojas em um patamar diferente do que chegavam há dois anos, por exemplo. Cada vez mais os vendedores encontrarão um cliente mais preparado para negociar graças às pesquisas feitas antes da compra”, explica Luiz Góes (foto), sócio-sênior da GS&MD - Gouvêa de Souza, em entrevista ao Mundo do Marketing.
O levantamento estudou tendências do consumo e o comportamento de compra em quatro setores: alimentação, eletrônico, vestuário e beleza. O projeto foi realizado em 11 países, em um total de 5.500 entrevistas on-line, além de um trabalho de campo no Brasil, com 500 entrevistas em São Paulo, Recife e Porto Alegre.
Brasil é o país que mais pesquisa e compara preços O estudo concluiu que quanto mais maduro é o país, mais multicanal ele é. No Brasil, o interesse por absorver e participar de canais digitais tende a se expandir em pouco tempo. Um exemplo disso é o dado que indica que 73% dos brasileiros utilizam ferramentas ou sites para comparar preços pela internet, enquanto a média mundial é de 52%.
Este comportamento de consumo influencia as empresas a pensarem em outras ofertas além do preço. “Os varejistas devem oferecer algo a mais, como um serviço de entrega mais rápido ou uma garantia estendida. É necessário também ter uma estratégia multicanal. Se as empresas não estiverem presentes em canais digitais, correm o risco de ficarem para trás no mercado”, diz Goés, da GS&MD - Gouvêa de Souza.
O acesso a meios virtuais também muda a dinâmica da economia no mundo off-line e afeta, inclusive, a relação entre varejistas e fabricantes. A partir do momento em que o consumidor pode fazer todo tipo de comparação, é normal que ele parta para uma negociação mais agressiva. Por isso, a tendência é de que os varejistas trabalhem com margens cada vez mais apertadas e se voltem aos fabricantes para exigirem preços mais baixos.
Desafios do e-commerce Esta nova realidade do consumo não poderia deixar de incluir o e-commerce. No Brasil, 92% dos entrevistados afirmaram fazer compras pela internet, enquanto a média global é de 88%. O estudo indica dois obstáculos para o setor, tanto mundialmente, quanto nacionalmente.
O primeiro exige que as empresas encontrem alternativas para tornar o processo de pagamento pela internet efetivamente mais seguro. O levantamento indicou que, no Brasil, 55% dos entrevistados não gostam de passar seus dados bancários ou de cartão de crédito pela internet. Mundialmente, essa média é semelhante: 56%.
Já o segundo desafio é tecnológico. As empresas devem evoluir a ponto de fazerem as pessoas sentirem que tem um contato mais próximo com o produto. De acordo com a pesquisa, 55% dos brasileiros não compram pela internet porque gostam de ver, tocar e sentir o produto antes de adquiri-lo. Globalmente, esta média sobe para 66%.
Brasileiros estão dispostos a receberem ofertas via celular O cenário também exige uma reestruturação do Marketing. A base da escolha do consumidor passa a ser o boca a boca digital, o que reduz o espaço do Marketing tradicional e da mídia de massa. Este movimento exige que as empresas revejam suas estratégias de comunicação.
Segundo o estudo, o Brasil foi o país que apresentou maior índice de interesse em receber promoções e propaganda pelo celular, com 42% dos entrevistados, enquanto globalmente a média foi de 17%. A classe D brasileira foi a que se mostrou mais receptiva, com 51%, seguida pelas classes E (50%) e C2 (43%). A explicação para isso, segundo Goés, é a sensação que as pessoas têm de estarem sendo incluídas social e digitalmente.
O consumidor de baixa renda observa de forma positiva este tipo de oferta, ao contrário do que acontece com as classes sociais mais altas. Esta realidade imprime mudanças na forma de comunicação. É importante que os profissionais encontrem formas de comunicar cada vez mais apuradas para este público.
“A princípio, o consumidor se mostra favorável a este tipo de ação, mas ainda não houve teste para que isso seja comprovado. Eles percebem que seria interessante, mas isso não significa que reagirão positivamente quando forem ‘bombardeados’ por propagandas. As empresas devem encontrar a equação. Uma ideia é patrocinar parte da conta: os consumidores aceitam receber este tipo de material, desde que recebam um bônus em troca, por exemplo”, explica Goés.
Por Sylvia de Sá
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Estudo mostra o que internautas preferem sites corporativos
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Analista do Gartner sugere que CIOs invistam em negócios e não em tecnologia
Empresas dos Estados Unidos e Canadá podem economizar até US$ 170 bilhões em redes e comunicações
As empresas dos Estados Unidos e Canadá podem economizar até US$ 170 bilhões em redes e comunicações caso sigam a recomendação da analista do Gartner Elia San Miguel de se focar em processos de negócios e não na última tecnologia. Entre as áreas com maior potencial para redução de gastos, a instituição aponta a otimização de WAN (US$ 44 bilhões), Gigabit Ethernet (US$ 37,6 bilhões), IP Phone (US$ 10,4 bilhões), telepresença (US$ 3,5 bilhões) e SIP trunking (US$ 18 bilhões).
A analista defende a tese de que as companhias precisam avaliar melhor o uso de suas redes antes de partir para a compra de novas tecnologias. Redefinir e otimizar o o tráfego, gastar naquilo que realmente precise e que terá impacto efetivo nos negócios são as lições que a executiva dá aos CIOs. "Eles devem checar também se os usuários sabem usar, porque, às vezes, falta educação e treinamento."
Outro ponto levantado é com relação à opção de compra. De acordo com analista, a escolha correta dos fornecedores pode render uma economia de 37%, somente não se deixando influenciar pelo relacionamento com os vendedores. "Pense naquilo que a empresa realmente precisa e não compre tecnologias pelo relacionamento com o fornecedor", pontuou Elia.
Tendências
O Gartner estima mecanismos como as ferramentas e tecnologias para telepresença e comunicações unificadas (UC) devem impactar o dia a dia da TI das empresas. Ao adotar telepresença cerca de 10,5 mil viagens poderão ser evitadas até 2012. Um custo considerável se levar em conta um valor médio de US$ 1,7 mil por viagem.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
E-commerce cresce sem parar
O primeiro semestre de 2009 apontou crescimento de 27% nos negócios via Web no Brasil, em relação ao mesmo período do ano anterior. Registros mostram R$ 4,8 bilhões em negócios O comércio via Internet no Brasil saltou 27% no primeiro semestre de 2009. Os números são da última edição da pesquisa Webshoppers, realizada pela empresa EBit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net) que aponta números específicos do chamado e-commerce no País. São mais de 7,5 milhões de questionários no banco de dados. O volume de negócios via Web atingiu R$ 4,8 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, contra R$ 3,8 bilhões em igual período em 2008. O tíquete médio, ou seja, quanto se gasta em cada compra, alcançou R$ 323 por consumidor. 
Jovens radicais
Indústria do plástico lança campanha nacional sobre consumo responsável
Com o mote das sacolas plásticas, a campanha pretende chamar a atenção da população para os benefícios dos plásticos à vida das pessoas e para a importância do seu uso responsável na preservação do meio ambiente. Uma campanha para incentivar o uso e o descarte adequados de sacolas plásticas começará a ser veiculada pela mídia nacional no dia 11 de setembro. Com aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase – até o final de 2009 - a ação foi desenvolvida pela cadeia produtiva dos plásticos, que se reuniu pela primeira vez para promover a responsabilidade compartilhada e a sustentabilidade. A campanha foi desenvolvida pela agência W/ e contará com veiculações em TVs, jornais e revistas, destacando os benefícios do plástico e a relevância da questão dos resíduos sólidos urbanos. A intenção é reforçar que a solução desse problema depende da conscientização da sociedade sobre conceitos como o dos 3’Rs (reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens). Para que esse posicionamento sensibilize a população, a cadeia produtiva do plástico tem atuado para resolver outra questão – a padronizaçao de sacolas plásticas disponíveis no mercado. Quando fabricadas de acordo com a norma ABNT 14.937, as sacolas ficam mais resistentes e oferecem segurança ao consumidor, que não precisa usar a embalagem pela metade ou utilizar em duplicidade ou triplicidade. Em 2008, o setor lançou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas correspondentes estaduais, passou a estimular os supermercados adotar as sacolas dentro da norma. O Programa chegou a diversos estados brasileiros e tem registrado índices significativos de utilização responsável das sacolas. Somente o Pão de Açúcar, já registrou queda de 35% no uso de sacolas em sua rede por todo o Brasil. As redes de supermercados G. Barbosa (BA) e Zaffari (RS) também aderiram. Sendo assim, a campanha que será lançada na próxima sexta-feira reforçará a importância desse tipo de embalagem na vida das pessoas e mostrará que, com uso responsável, ela oferece conveniência e ajuda na preservação do meio ambiente. Até porque a sacola plástica é uma preferência nacional. Pesquisa realizada pelo Ibope em 2007, e atualizada em junho de 2009, mostra que mais de 70% dos entrevistados acham as sacolas plásticas a forma ideal para transportar suas compras e 100% a reutilizam tanto para o descarte do lixo doméstico, dispensando a compra de sacos para esse fim, quanto para outras finalidades (embalar roupas molhadas, guarda-chuva e etc). A iniciativa da campanha é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) e com o Instituto Nacional do Plástico (INP), e conta com o apoio da cadeia produtiva, desde os fabricantes de resina até os transformadores. O aporte de R$ 7 milhões inclui a campanha nacional e a continuidade do Programa de Sacolas até o final de 2009. Por Portal da Propaganda
terça-feira, 8 de setembro de 2009
M-marketing amadurece
Operadoras de telecomunicações investem em cloud computing
Já faz algum tempo que empresas de telecomunicações oferecem serviços de tecnologia da informação e flertam com novas tendências de infraestruturas baseadas na internet. É um movimento natural, uma vez que essas companhias já têm tradição em administrar redes e fornecer soluções para demandas variáveis.
O fortalecimento de tendências computacionais como software como serviço e computação nas nuvens é mais uma oportunidade. E o grande diferencial dessas empresas é a própria infraestrutura de telecomunicações e seu grande alcance nas diversas regiões do País.
Mas para competir com os fornecedores de tecnologia com alto grau de sofisticação há um longo caminho pela frente. O analista da consultoria TGT Consult, Pedro Bicudo, acredita que nos próximos cinco anos o setor de telecomunicações não terá força para competir com os grandes atores do mercado. “Vai levar muito tempo até que uma empresa de telecomunicações adquira força suficiente para competir com companhias como EDS, Accenture, Google, Microsoft, Yahoo, algumas delas com foco muito grande em seus nichos específicos”, diz Bicudo.
Para o analista, no futuro o mercado será de quem dominar a cadeia de valor. Dá para fazer uma analogia com a Coca-Cola: a empresa faz a fabricação, controla a cadeia de distribuição e ainda tem domínio sobre contratos realizados com varejistas e grandes empresas do ramo de alimentação. “Hoje, é possível dizer que essa cadeia é dominada pela Microsoft, graças à habilidade que a empresa tem de estabelecer e manter parcerias para fazer com que suas ferramentas cheguem em um status privilegiado ao mercado”.
Embora dominem as infraestruturas de rede, as companhias de telecomunicações não terão facilidade para quebrar essa cadeia de valor. Na área de tecnologia, boa posição no mercado não se compra, constrói-se ao longo dos anos.
O analista da consultoria IDC, Reinaldo Roveri, acredita que as operadoras têm grande potencial de se tornar importantes players do mercado de tecnologia da informação fornecendo desde hospedagem de infraestrutura, segmento no qual algumas já atuam. Mas para isso elas terão de se contentar com os clientes menos exigentes com relação à sofisticação das soluções, pelo menos nos próximos anos.
Pontos fracos e fortes
A falta de tradição e de experiência no fornecimento de serviços de TI, por si só, já poderia ser considerada uma das grandes desvantagens das companhias de telecomunicações, mas elas ainda sofrem com um problema ainda mais básico: deficiência no seu negócio principal. Não raro, os serviços sofrem panes, deixam milhares de usuários sem acesso à internet e, nos piores casos, sem acesso à rede de telefonia.
Para Roveri, as operadoras ainda têm que realizar muitos investimentos para garantir acordos de níveis de serviço adequados para operações mais críticas. A entrada com força em cloud computing e serviços gerenciados de TI vai depender de as companhias ganharem essa capacidade e o respeito dos consumidores como fornecedores no qual se pode confiar.
“Isso não vai acontecer no médio prazo. Nos próximos anos, as operadoras não vão conseguir oferecer serviços de alto valor e a maioria delas terá de se concentrar em fornecer produtos complementares às redes de telecomunicações”, diz. E, para chegar a um status maior, os investimentos terão que ser muito altos, principalmente em recursos humanos. A força de trabalho especializada em áreas mais sofisticadas de tecnologia é cara e difícil de ser encontrada no mercado.
Apesar das fraquezas, uma vantagem competitiva pode ser destacada: computação em nuvens e infraestrutura como serviço implica em criar um modelo de cobrança complexo, variável, de acordo com o uso. As companhias de telecomunicações são as que têm os sistemas mais avançados de cobrança nesse quesito, o que pode ser essencial para um modelo de negócios bem sucedido.
Por Rodrigo Afonso, da Computerworld












