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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Google investindo para o crescimento em anúncios de exposição


SAN FRANCISCO (Reuters) - Os executivos do Google Inc disse que a empresa teve um crescimento muito forte em seu negócio de exibir publicidade nos três primeiros trimestres do ano e vai continuar a investir fortemente em iniciativas que envolvem a publicidade on-line de vídeo da Web e dispositivos móveis.

MEDIA

Falando a investidores e analistas durante um webcast na terça-feira, o gigante de busca na Internet delineados os diversos elementos de seus esforços para aumentar sua receita publicitária em anúncios de exposição, tais como imagens gráficas, vídeos e animações interactivas Web.

Tom Google Pickett, diretor de vendas e operações online, disse que a empresa vendeu para fora 90 por cento do inventário de anúncios para a página inicial do YouTube, site de vídeos do Google, no terceiro trimestre.

Google, o número 1 do mundo do motor de busca na Internet, não fornecer atualizações financeiras para o trimestre em curso.

O Google fez uma série de aquisições recentes para reforçar seu negócio de venda de anúncios de exposição, uma vez que completa as suas receitas provenientes dos anúncios de texto que aparecem ao lado dos resultados de pesquisa.

A empresa comprou a veiculação de anúncios da empresa DoubleClick por US $ 3,1 bilhões em 2008. No mês passado, o Google anunciou planos de pagar US $ 750 milhões para adquirir AdMob, o que torna a tecnologia para veicular anúncios em aplicações populares em smartphones como o iPhone, da Apple.

O Google não divulga quanto de suas receitas, que totalizaram cerca de US $ 22 bilhões em 2008, vem de exibir anúncios.

Disseram executivos na terça-feira que os esforços para convencer os grandes anunciantes de marca de gastar dinheiro em campanhas de exibição on-line foram ganhando força. E de novos produtos do Google, como uma ferramenta que permite que os anunciantes criem seus próprios anúncios de exposição, foram menores para seduzir os anunciantes experiência com campanhas de publicidade legal.


Por Alexei Oreskovic

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Associações de marketing móvel anunciam fusão de operações no Brasil


Associação de Marketing Móvel do Brasil junta-se à internacional MMA para desenvolver o mercado de publicidade móvel na América Latina.

A Associação de Mobile Marketing do Brasil (AMMB) e a Mobile Marketing Association (MMA) anunciaram nesta terça-feira (15/12) a fusão de suas operações, oficializada no dia anterior, por votação de seus membros.

As entidades já tinham missão parecida: a de fomentar o marketing móvel nos países onde está instalada. E, para ambas, a fusão faz sentido. “Queremos aumentar e desenvolver a indústria de marketing móvel, com o estabelecimento de padrões de melhores práticas e de eventos que eduquem o mercado”, explicou o chairmain global da MMA, Federico Pisani Massamormile, CEO da empresa brasileira de marketing móvel Hanzo.

Com a parceria, o número de membros da MMA na América Latina passa de cerca de 40 para 80 - no Brasil, que responde por 75% desse número, muitas empresas já eram associadas às duas entidades. No mundo, a MMA passa a representar 750 empresas.

O atual presidente da AMMB, Luis Santucci, fará parte do comitê executivo da MMA, como chairman regional para a América Latina. A MMA mantém representações regionais, chamadas capítulos, também na América do Norte, na Europa e na Ásia.

Regulação e padrões
Presente no Brasil há 18 meses, a MMA tem tomado iniciativas para criar um modelo de autorregulamentação para o setor, no qual participam anunciantes, agências de criação e publicidade e operadoras móveis, entre outras empresas.

Ela já promoveu este ano cinco eventos, chamados MMA Forum – um deles, em São Paulo. Além disso, a entidade lançou no país um guia de melhores práticas para marketing móvel, atualizado periodicamente.

A entidade também criou nos EUA uma certificação em marketing móvel, com três níveis de proficiência, e que até o momento não é oferecida no país.

Para o futuro, a MMA planeja fortalecer seus capítulos regionais com a criação de conselhos locais. “Dependendo do número de associados, um país poderá ter seu próprio country manager”, conta Massamormile.


Por Robinson dos Santos, do IDG Now!

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Pontos-de-venda sustentáveis chegam para ficar



Audi, Coca-Cola e Grupo Pão de Açucar já têm a sustentabilidade inserida no conceito de empreendimentos

A sustentabilidade deixou de ser apenas discurso. Com diversos debates em seminários e workshops, as redes varejistas e até concessionárias estão materializando o conceito através de pontos-de-venda sustentáveis. Pão de Açúcar, Audi, Leroy Merlin e Carrefour são alguns exemplos de companhias que estão aprendendo e ensinando aos consumidores como ter atitudes que farão a diferença no futuro.

De iluminação natural a paredes revestidas com material reciclado, as redes de varejo "verde" continuam se multiplicando, mas com cada vez mais pontos-de-venda modernos e econômicos. Apesar do maior investimento inicial nestas lojas sustentáveis, o retorno em longo prazo é vantajoso se comparado aos modelos tradicionais das grandes lojas.

A Audi inovou e lança em breve a primeira concessionária sustentável da empresa no Brasil. O projeto sugere uma fachada que economiza na iluminação e também na refrigeração do ambiente. Além disso, a montadora alemã já trabalha para reduzir os materiais impressos das lojas e o objetivo é chegar à zero em até cinco anos.

Sustentabilidade hoje, amanhã e sempre
Para o Grupo Pão de Açúcar uma loja sustentável significa uma nova postura e atitude sobre o tema. Até o momento a rede possui duas lojas sustentáveis. A última inaugurada em setembro deste ano em Ribeirão Preto, São Paulo, teve investimento de R$ 11 milhões contra os R$ 7,6 milhões da primeira loja criada em Indaiatuba (SP). “A de Ribeirão contém mais de 30 iniciativas sustentáveis”, destaca João Edson Gravata, diretor de operações da rede Pão de Açúcar em entrevista ao Mundo do Marketing.

A rede varejista terá três novos pontos-de-venda sustentáveis que serão inaugurados em dezembro deste ano, sendo que um deles estará dentro de um projeto de certificação internacional. “A cada obra colocamos ingredientes diferentes. Um tipo de telhado feito com material que potencializa a iluminação natural ou o preenchimento da parede com materiais reciclados”, explica Gravata.

A Leroy Merlin inaugurou no mês passado em Niterói, no Rio de Janeiro, a sua primeira loja sustentável já com o certificado AQUA (Alta Qualidade Ambiental) por atender mais de 80 itens de sustentabilidade considerando a concepção e a construção do empreendimento. A Coca-Cola, por sua vez, investiu em fábricas sustentáveis sob o conceito Viva Positivamente com mecanismos para coleta de água de chuva e melhor aproveitamento da circulação do ar. A nova fábrica de refrigerantes (foto) fica em Maceió, Alagoas, e segue os padrões da certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) a estimativa é de que a economia de energia seja de até 23% e a de água 36%. Já a fábrica da Leão Júnior fica em Fazenda Rio Grande, Paraná, substituindo a de Curitiba.

Economia X preservação
Outras grandes redes que estão investindo em pontos-de-venda sustentáveis são WalMart e C&C Casa e Construção. A primeira inaugurou em abril deste ano uma loja no Morumbi, São Paulo, construída com base em economia de energia e de recursos naturais. Já a C&C tem um ponto-de-venda sustentável na Marginal Tietê com uma torre eólica para captar energia, leds e lâmpadas T5, que diminuem o consumo de energia.

Este é um movimento sem volta. As lojas sustentáveis conseguem unir o útil ao agradável, já que o lojista economiza, o cliente valoriza a postura e o meio ambiente agradece. “Para nós é natural este movimento. A expectativa é fazer com que o consumidor perceba o ponto-de-venda sustentável com esta mesma naturalidade”, diz o diretor de operações da rede Pão de Açúcar.

A Audi é outra empresa que está inserindo o conceito sustentável em suas concessionárias. O projeto ainda está em desenvolvimento e deve virar realidade nos próximos quatro anos, de acordo com o arquiteto Mauricio Marco Antonio, da Gui Mattos, empresa responsável pelo projeto da Audi no Brasil.

Arquitetura sustentável
O objetivo da concessionária sustentável da Audi é aliar os materiais usados na construção de forma que não agridam o meio ambiente. A fachada terá estrutura feita de vidro e alumínio para aumentar a entrada de luz natural, reduzir o consumo de energia e permitir uma melhor circulação do ar. Outra iniciativa será usar Corian no interior da nova concessionária, um material com o selo “Arquitetura Verde” que substitui madeira e pedra com eficiência.


De acordo com Marco Antônio (foto), a concessionária usará cerca de 10 luminárias apenas em todo o seu espaço. “Não é só o lançamento de uma concessionária. É um conceito de atitude porque em breve não terá mais material impresso na loja”, afirma o arquiteto responsável pela criação da concessionária sustentável que deve ser implantada nas 20 lojas da Audi no Brasil em até cinco anos. “Além da arquitetura, os mobiliários serão feitos com madeira de reflorestamento”, emenda.

Com economia de cerca de 30% com relação às lojas convencionais, o Pão de Açúcar trilha o mesmo caminho que a Audi. Apesar do investimento nas lojas ”verdes” ser alto, o retorno em longo prazo é satisfatório. “Para deslocar os equipamentos é preciso investir um pouco mais que o normal. Mas, ao mesmo tempo, é vantajoso por conta da economia de água e energia elétrica no futuro”, completa João Edson Gravata.


Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing

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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Redes sociais aquecem o e-commerce


Sites como Orkut e Twitter estão entre os passatempos preferidos do brasileiro, que chega a passar 80% do seu tempo online em redes sociais

O brasileiro adora a internet. De acordo com estudo divulgado em outubro pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), mais 64,8 milhões de pessoas estão conectadas no país. A popularização do acesso à internet e a facilidade na aquisição de computadores incluíram as classes C e D na rede e fomentaram ainda mais a inclusão digital.
Para os empreendedores, a boa notícia é que esses números também apontam para oportunidades de negócio na rede. Hoje o comércio eletrônico já é considerado a melhor possibilidade em termos de negócios no Brasil e projetado como o segmento comercial mais progressor, devido ao seu faturamento e seu crescimento a cada ano. Estimado para mais de R$ 10 bilhões, o faturamento esperado para 2009 supera expectativas de crise e se destaca em comparação a outros setores da economia.
E novas tendências continuam surgindo. Uma outra pesquisa recente, realizada pelo Nielsen Online, mostrou que 80% dos brasileiros gastam seu tempo de acesso na web para interagir em redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter. O país está entre os primeiros na lista de acesso à redes sociais em todo o mundo. E algumas empresas já estão investindo nesse filão para incrementar suas vendas. O objetivo é trazer esse conceito de rede social para os negócios online e vender pela internet de uma maneira diferente que interaja com o cliente e fuja do padrão atual de vitrine virtual.
O Comércio Social atua por meio da interação e diálogo direto com o cliente. Se a oferta for boa, a propaganda é espontânea e gratuita: os próprios consumidores se encarregam de divulgar a loja para sua rede de contatos. Para Conrado Adolpho, diretor da agência Publiweb Marketing Digital, o Comércio Social, é uma plataforma de comércio eletrônico que traz em sua gênese os conceitos de rede social, tendo como forte aliada a comunicação realizada na web 2.0.
"Com um bom planejamento, essa estratégia vai gerar um número crescente de vendas qualificadas, porque trabalha continuamente a fidelização e a formação de uma comunidade para a marca. Inicialmente é preciso gerar demanda, não há comunidade sem pessoas. Assim, a empresa deve realizar uma ação para não perder os usuários que já visitaram o site pela primeira vez", comenta Adolpho.
Quem possui uma loja virtual deve pensar em ações, portanto, para aproximar esse usuário das vendas. Podem ser promoções relâmpago, concursos culturais, fóruns. O importante é que os consumidores possam opinar, conversar e contribuir para facilitar a navegação e o prazer da compra.
Para o micro e pequeno empresário que visualize no e-commerce uma oportunidade real de negócio esse é um meio de diferenciação no mercado, pois a visão do consumidor também está mudando. Um depoimento positivo de um cliente está começando a ter mais peso na decisão de compra do que a grife do produto, por exemplo.
Da mesma forma, opiniões negativas se propagam muito mais depressa e podem gerar uma péssima publicidade para as marcas que não estejam atentas à divulgação de seu nome e produtos na internet. Portanto, quem deseja investir no comércio social deve procurar conhecer bem as ferramentas disponíveis e atuar com transparência junto ao consumidor.

Por HSM Online

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Código Brasileiro de E-mail Marketing


Associações brasileiras especializadas no setor se uniram e criaram o chamado Código de Auto Regulamentação do E-mail Marketing, a fim de fomentar a utilização do e-mail como ferramenta de marketing de forma ética e responsável, aprovado em julho de 2009.

Tem-se um marco de auto-regulamentação que tende a embasar uma futura legislação, que garanta o respeito para com as informações fornecidas pelo consumidor diante de uma compra ou por outros meios, principalmente com seu e-mail, evitando o envio e recebimentos de SPAM, mensagens não solicitadas. Importa dizer que inúmeros projetos que punem o Spammer estão em trâmite no Congresso Nacional…Em trâmite… O projeto de Lei 84/1999, que regulamenta os crimes informáticos, expressamente irá prever como crime a utilização indevida de dados eletrônicos fornecidos por usuários na rede.

Com o Código, qualquer envio de e-mail marketing deve preceder nos moldes do art. 4O., inciso II, de prévia e expressa autorização do destinatário. Não vale mais aquela técnica maliciosa de primeiro disparar o e-mail, e caso o consumidor queira, tem a opção de sair da Lista de mailing.

Outros pontos significativos podem ser citados: Primeiro que o e-mail deve ter o assunto que efetivamente reflita seu conteúdo, o que elimina as técnicas mal-vistas hoje em dia de se chamar a atenção do destinatário pelo texto do subject, como por exemplo “IMPRESSIONANTE! LEIA AGORA”. Ainda, só se poderá enviar e-mails ao correto domínio do destinatário e não a parceiros ou pertencentes a outros grupos econômicos. Mais, e-mails e newsletters só com a correta identificação do e-mail do destinatário. É o fim do “Undisclosed-recipients”.

O Formato do e-mail deverá ser em html e txt (texto puro), evitando-se assim que códigos ocultos e “chupacabras” sejam disparados na abertura dos e-mails. O Código também prevê uma cautela com os “Anexos” que só podem estar hospedados em servidores da empresa, com toda a segurança de estilo e que se espera de um serviço digital desta natureza.

O lojista ou remetente deverá revisar todos os contratos com seus consumidores, revisão esta que pode ser eletrônica (mecanismos de adesão) por meio da sistemática Opt-in e Soft-Opt-in. O Importante é que o consumidor tome ciência de que seu e-mail será utilizado para marketing e que aquiesça física ou digitalmente, e mais, que estes registros da aceitação sejam custodiados adequadamente, podendo ser facilmente recuperados em caso de eventual hipótese de incidentes ou discussões judiciais. De maneira que, nos termos do artigo 5o. do Código de Auto Regulamentação, o remetente deverá criar política de privacidade e de uso de dados e disponibilizar em seu site, dando ciência a seus usuários já cadastrados e futuros. Deve-se ponderar que um sistema de exclusão do e-mail do mailing, o popular “Opt-Out” deverá ser adotado, e a empresa remetente tem de 02 (dois) a 05 (cinco) dias para remover os dados do solicitante.

Embora o código não tenha sido claro sobre a “comercialização” da base de dados a outras pessoas, parceiros e empresas, nos moldes do parágrafo único do artigo 5º da norma em análise, “colocar as informações das bases de dados” à disposição de terceiros, pode ser feito, desde que com prévio e expresso consentimento das pessoas a que tais informações se referem.

Quanto aos requisitos que necessariamente todas as mensagens deverão conter, deve-se destacar o disposto no art. 6o. do Código, que prevê que as mensagens necessariamente devem conter “link” que permita ao usuário destinatário sair da lista de e-mails, o chamado “Opt-Out”.

Pondera-se que mesmo entre empresas parceiras, o envio de mailing só poderá ser feito após um novo opt-in por parte do cliente, para cada empresa do grupo econômico ou distinta. Ainda, a norma exige que empresas mantenham e-mail abuse@empresa.com.br, para justamente servir de canal para denuncias e abusos no envio de mensagens.

Por fim, ao tratarmos de penalidades, os infratores, à luz do disposto no art. 11 do Código, estarão sujeitos às penas de advertência, recomendação de bloqueio de domínio do remetente pelas empresas associadas (o popular “travamento do domínio”) e divulgação da posição por parte do Conselho de Ética em face do não acatamento das medidas e providências preconizadas, pena esta entranha e que não se compreende quais “posições”, poderá o Conselho (Ou Conselhos) adotar.

Todas as penas serão aplicadas após o devido processo administrativo. O Código não prevê claramente se existe uma gradação de penas em casos de reincidência ou se qualquer das penas pode ser aplicada a qualquer momento, dependendo da natureza do caso concreto ora detectado. Resta consignar que o remetente não satisfeito com sua penalidade administrativa, poderá recorrer, logicamente, à inafastabilidade do Poder Judiciário, objetivando a revisão da decisão do Conselho de suas respectiva Associação. Cabe, pois, a cada associação signatária do Código, criar em suas respectivas esferas, conselhos de ética para julgar os casos, bem como resolver ou regulamentar questões omissas do Código base.

E aí, será que você já está enquadrado? Sua empresa faz e-mail marketing responsável ou faz panfletagem de e-mails na internet? Tem empresa que não tem CRM, nem usa a lista de cadastro dos clientes, sabem por que? Porque está desatualizada e o pessoal que capta as informações tem a simples preguiça de preencher o cadastro inteiro. Acho que é isso que diferencia uma empresa de UMA empresa. Mas vamos ser bonzinhos, as empresas vivem em fases. Só espero que elas saibam em que fase estão. Ah, só mais uma coisa. Se a empresa lhe disser que trabalha com "listas", cuidado, você pode estar diante de uma empresa que depende tanto das listas que não vê clientes, pessoas ou consumidores, vê "desespero".



Por Jony Lan

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

P2P sofreu queda dramática, diz estudo


Web é preferência dos internautas para consumir mídias: por conseguinte, P2P teve grande queda na participação do tráfego online


SÃO PAULO – YouTube, Rapidshare e outros serviços da web estão enfraquecendo a troca de arquivos via P2P, diz um estudo da Arbor Technologies.

A análise, que examinou um tráfego de 264 bilhões de gigabytes (ou 264 exabytes) em 110 provedores de 17 países do mundo, concluiu que a participação do peer-to-peer no tráfego da internet caiu de 40% para 18% em dois anos.
Feita em parceria com a Universidade de Michigan e a Merit Network, nos Estados Unidos, a pesquisa sugere que os internautas continuam consumindo tantas mídias quanto 2007, porém, preferem usá-las dentro das plataformas nos domínios “HTTP”.

Em vez de baixar vídeos gratuitamente por softwares P2P, em 2009, as pessoas preferem assistir às mídias em Flash por sites como Vimeo, YouTube e, no caso dos americanos, alguns até pagam por conteúdo audiovisual, como acontece com o Hulu, por exemplo.

O fator principal está na velocidade e simplificação do processo. As buscas em sites de compartilhamento ou de reprodução de mídias por streaming exigem menos esforços e habilidades dos usuários do que um indexador de torrents, além de economizar tempo e espaço no disco rígido.

A pesquisa sugere que, agora, há uma centralização na web dominada por grandes potências: cerca de 150 redes controlam 50% do tráfego. Deste grupo, 30 empresas controlam 30% do tráfego online, entre elas, Facebook e Microsoft.

Sozinho, o Google responde por 6% de todo o tráfego mundial – o YouTube foi contado separadamente.

A consequência deste processo acelerado é que, hoje, de acordo com a Arbor, o fenômeno da migração dos aplicativos para a web representa 50% do tráfego da internet.

Mais detalhes e dados específicos do estudo devem ser apresentados ainda este mês na conferência NANOG47 , em Michigan, nos Estados Unidos. Enquanto isso, a prévia está disponível no site oficial da Arbor.


Por Guilherme Pavarin, de INFO Online

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O empresário mais verde do mundo



Por que o americano Ray Anderson garante que a Interface, fabricante de carpetes, será a primeira empresa 100% sustentável

Em 1994, o americano Ray Anderson anunciou a intenção de transformar sua empresa, a fabricante de carpetes Interface Inc., em uma companhia totalmente verde. A decisão foi criticada pelos seus próprios executivos, que temiam pelo futuro do negócio. Àquela altura, produtos verdes eram vistos como pouco eficientes e extremamente caros. Os ambientalistas torceram o nariz, pois consideravam a iniciativa como uma mera jogada de marketing. Na semana passada, durante o lançamento do livro Confessions of a radical industrialist (ainda sem data para ser publicado no Brasil), Anderson fez um balanço positivo da trajetória verde da interface. "Nosso plano está se mostrando não apenas viável como também vitorioso do ponto de vista empresarial", disse ele à DINHEIRO. Os números confirmam isso. Nos últimos 15 anos, a Interface não apenas cresceu, assumindo a liderança global do segmento de carpetes para clientes corporativos, como também gerou resultados financeiros consistentes. As mudanças no processo produtivo e a pesquisa de materiais sus-tentáveis renderam, desde 1996, uma economia de US$ 400 milhões, montante reinvestido na empresa. Anderson é mais ambicioso. Sua meta é converter, até 2020, a interface na única corporação do planeta com geração zero de resíduos. Com isso, a empresa seria 100% sustentável, desde a aquisição da matéria-prima, passando pelo processo industrial, até a entrega dos produtos.

Desde que decidiu se tornar verde, a lucratividade da interface dobrou. Conseguiu isso sem apelar para reajustes de preços. Como seus processos industriais se tornaram mais econômicos, ele reduziu sensivelmente suas despesas. "Atuo em uma área competitiva em que o custo é um fator importante para ganhar ou perder um contrato", destaca Anderson. O empresário reconhece que o aumento da consciência ecológica ajudou no desempenho da interface. "Os clientes valorizam nossos produtos porque eles agregam valor à reputação de seus empreendimentos."

Para tornar sua empresa verdadeiramente verde - e não ficar apenas no discurso -, Anderson recrutou executivos especializados na questão ambiental, devorou livros sobre o tema e investiu em pesquisa. Algumas medidas simples se revelaram acertadas (leia quadro). Para reduzir a emissão de dióxido de carbono (co2), a Interface passou a gerar parte da energia consumida com a compra de gás proveniente da decomposição de lixo em aterros. Também criou programas de recolhimento de carpetes descartados e passou a usá-los como insumo. Os resultados positivos alcançados pela Interface fizeram com que Anderson deixasse de ser visto como um sujeito excêntrico. Passou, sobretudo, a ser respeitado como um homem de negócios de sucesso.


Por Roselino Gomes Ferreira da IstoÉ Dinheiro

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

CIOs revelam estratégia para 2010


Gestores de tecnologia contam ações que delinearão a estratégia do próximo ano

Sped virou uma palavra frequente nos departamentos de TI em 2009. O Sistema Público de Escrituração Digital figurou entre os principais projetos tocados por CIOs ao longo do ano. Agora, com o ano entrando na reta final, chegou a hora de avaliar os resultados das ações e delinear a estratégia de tecnologia para 2010. No radar dos gestores, surgem questões como adaptação de processos, redução de custos e ferramentas para impulsionar negócio.

Depois atualizar o ERP (Dynamics, da Microsoft) para adequar-se às obrigatoriedades do Fisco, a área de tecnologia do Cinemark Brasil prepara iniciativas que nortearão os trabalhos do próximo ano. Solange Almeida, CIO da rede de cinemas, aponta para projetos de adoção de solução de nota fiscal eletrônica (NF-e), melhoria de processos para a área de compra e ações para intensificar questões de mobilidade.

A rotina na TI da empresa alimentícia Marilan parece não ter sido muito diferente do verificado no Cinemark nos últimos meses. "Os projetos tiveram, basicamente, relação com questões de legislação", sintetiza Alberto Brunassi, gerente de tecnologia da companhia que, em outubro, irá se reunir com executivos das áreas de negócio para traçar as prioridades do ano seguinte.

No radar do gestor, encontram-se projetos de implantação de um sistema de business intelligence (BI) da fornecedora brasileira Execplan iniciado há poucos meses. Além disso, Brunassi revela que a área passará por um momento intenso de transformações ao longo de 2010. Segundo o gerente, corre uma avaliação tecnológica para iniciar processos de outsourcing, que visará dar à TI uma orientação mais estratégica e alinhada aos negócios da corporação.

Já o gerente de TI da Furukawa, Nilo Morikawa, depois de preparar os sistemas para as obrigações fiscais e contábeis, estabeleceu um projeto de BI como uma das prioridades para os próximos doze meses. Além disso, o executivo revela ainda intenções de contar com uma infraestrutura virtualizada de servidores.

Marcos Antônio Mazarin, que cuida da área de tecnologia da Merk, revela que, além da adaptação para o Sped, a TI da farmacêutica tocou um projeto de telefonia que deu mais agilidade ao time comercial. O executivo cita, ainda, esforços de consolidação tecnológica que visam melhoria de processos e redução de custo, já iniciado, e que se estenderá ao longo do próximo ano. A adoção de uma solução de relacionamento com clientes (CRM) também frequenta o roadmap de projetos.


Por Felipe Dreher / IT Web

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Energia limpa pode gerar 8 mi de empregos


SÃO PAULO – A indústria de tecnologias verdes pode gerar 8 milhões de empregos no mundo até 2030.

Tudo depende, na verdade, da Conferência do Clima, que será realizada em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro. Se lá for fechado um acordo de redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa, haverá demanda crescente por mão de obra qualificada para trabalhar com fontes renováveis de energia e medidas de eficiência energética.
No Brasil, a expectativa é que sejam criados pelo menos 600 mil novos postos. Os maiores contratadores serão as indústrias de geração de energia por biomassa e de fonte eólica. Cada uma delas deve ter cerca 200 mil e 150 mil novas vagas, respectivamente.

No resto do mundo, o que deve impulsionar o mercado de tecnologias verdes é a gradual substituição de termelétricas por usinas de fontes limpas como a nuclear e a eólica. Além de criar 2,7 milhões de novos empregos em 20 anos, essa substituição evitará a emissão de 10 bilhões de toneladas de CO2.

Até hoje, mais de um milhão de empregos no Brasil foram gerados pelo crescimento da chamada “economia verde”, de acordo com o relatório Empregos Verdes: Rumo ao Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como a INFO noticiou.


Por Mariana Amaro, de INFO Online

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Neoconsumidor exige mudanças no mercado


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A constante expansão dos canais e ferramentas de consumo faz emergir um novo perfil de consumidor: o neoconsumidor. O termo é atribuído aqueles que, além de terem acesso às lojas físicas, estão em contato com outros canais de venda, inclusive os digitais, como internet, TV interativa e celular. Para acompanhar essas mudanças do consumo, a consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza, em parceria com a Ebeltof – International Retail Experts, realizou um estudo que mapeou este perfil.

A inserção dos canais digitais na vida das pessoas permitiu que o consumidor tivesse acesso global às informações e às ferramentas para comparação e pesquisa de uma forma mais rápida. Este consumidor multicanal está mais exigente e mais propenso a negociações graças à facilidade para pesquisar e comparar serviços e produtos oferecidos pelas empresas.

“A internet possibilita que os consumidores cheguem às lojas em um patamar diferente do que chegavam há dois anos, por exemplo. Cada vez mais os vendedores encontrarão um cliente mais preparado para negociar graças às pesquisas feitas antes da compra”, explica Luiz Góes (foto), sócio-sênior da GS&MD - Gouvêa de Souza, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O levantamento estudou tendências do consumo e o comportamento de compra em quatro setores: alimentação, eletrônico, vestuário e beleza. O projeto foi realizado em 11 países, em um total de 5.500 entrevistas on-line, além de um trabalho de campo no Brasil, com 500 entrevistas em São Paulo, Recife e Porto Alegre.

Brasil é o país que mais pesquisa e compara preços O estudo concluiu que quanto mais maduro é o país, mais multicanal ele é. No Brasil, o interesse por absorver e participar de canais digitais tende a se expandir em pouco tempo. Um exemplo disso é o dado que indica que 73% dos brasileiros utilizam ferramentas ou sites para comparar preços pela internet, enquanto a média mundial é de 52%.

Este comportamento de consumo influencia as empresas a pensarem em outras ofertas além do preço. “Os varejistas devem oferecer algo a mais, como um serviço de entrega mais rápido ou uma garantia estendida. É necessário também ter uma estratégia multicanal. Se as empresas não estiverem presentes em canais digitais, correm o risco de ficarem para trás no mercado”, diz Goés, da GS&MD - Gouvêa de Souza.

O acesso a meios virtuais também muda a dinâmica da economia no mundo off-line e afeta, inclusive, a relação entre varejistas e fabricantes. A partir do momento em que o consumidor pode fazer todo tipo de comparação, é normal que ele parta para uma negociação mais agressiva. Por isso, a tendência é de que os varejistas trabalhem com margens cada vez mais apertadas e se voltem aos fabricantes para exigirem preços mais baixos.

Desafios do e-commerce Esta nova realidade do consumo não poderia deixar de incluir o e-commerce. No Brasil, 92% dos entrevistados afirmaram fazer compras pela internet, enquanto a média global é de 88%. O estudo indica dois obstáculos para o setor, tanto mundialmente, quanto nacionalmente.

O primeiro exige que as empresas encontrem alternativas para tornar o processo de pagamento pela internet efetivamente mais seguro. O levantamento indicou que, no Brasil, 55% dos entrevistados não gostam de passar seus dados bancários ou de cartão de crédito pela internet. Mundialmente, essa média é semelhante: 56%.

Já o segundo desafio é tecnológico. As empresas devem evoluir a ponto de fazerem as pessoas sentirem que tem um contato mais próximo com o produto. De acordo com a pesquisa, 55% dos brasileiros não compram pela internet porque gostam de ver, tocar e sentir o produto antes de adquiri-lo. Globalmente, esta média sobe para 66%.

Brasileiros estão dispostos a receberem ofertas via celular O cenário também exige uma reestruturação do Marketing. A base da escolha do consumidor passa a ser o boca a boca digital, o que reduz o espaço do Marketing tradicional e da mídia de massa. Este movimento exige que as empresas revejam suas estratégias de comunicação.

Segundo o estudo, o Brasil foi o país que apresentou maior índice de interesse em receber promoções e propaganda pelo celular, com 42% dos entrevistados, enquanto globalmente a média foi de 17%. A classe D brasileira foi a que se mostrou mais receptiva, com 51%, seguida pelas classes E (50%) e C2 (43%). A explicação para isso, segundo Goés, é a sensação que as pessoas têm de estarem sendo incluídas social e digitalmente.

O consumidor de baixa renda observa de forma positiva este tipo de oferta, ao contrário do que acontece com as classes sociais mais altas. Esta realidade imprime mudanças na forma de comunicação. É importante que os profissionais encontrem formas de comunicar cada vez mais apuradas para este público.

“A princípio, o consumidor se mostra favorável a este tipo de ação, mas ainda não houve teste para que isso seja comprovado. Eles percebem que seria interessante, mas isso não significa que reagirão positivamente quando forem ‘bombardeados’ por propagandas. As empresas devem encontrar a equação. Uma ideia é patrocinar parte da conta: os consumidores aceitam receber este tipo de material, desde que recebam um bônus em troca, por exemplo”, explica Goés.


Por Sylvia de Sá

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Estudo mostra o que internautas preferem sites corporativos

Hoje em dia, a internet é importante fonte de informações e referência para a avaliação de produtos e serviços, e os mecanismos de busca são uma das formas mais utilizadas para selecionar aquilo que é mais relevante. Os resultados podem afetar a percepção do consumidor, que faz pesquisas antes de comprar em busca de informações, além de poder contar com a recomendação de outros consumidores.

A partir desse cenário, a E.Life, especializada em inteligência de mercado na web, realizou um estudo dos links que aparecem na primeira página de resultados nos mecanismos de busca na pesquisa por termos relacionados a diversas marcas e categorias.

Foram pesquisadas as quatro marcas mais lembradas segundo o estudo Top of Mind 2008, realizado pelo Datafolha, em 10 categorias – aparelho de telefone celular, aparelho de TV, banco, carro, cartão de crédito, companhia aérea, computador e acessórios, operadora de telefonia celular, seguro e supermercado – nos mecanismos de busca mais utilizados pelos brasileiros, Google e Yahoo!

Os resultados foram classificados em quatro tipos de mídia – sites corporativos (sites de empresas das categorias pesquisadas), sites de compra e venda (compreendendo sites voltados a vendas de produtos, de classificados e de comparação de preços), mídias geradas pelo consumidor (serviços de mídias sociais, como blogs, enciclopédias, sites de reclamação, sites de perguntas e respostas, entre outros) e sites de informações e notícias (sites de mídias jornalísticas, portais e outros sites meramente informativos).

Os resultados mostram que a participação de cada tipo de mídia na busca varia muito de categoria a categoria. Os sites corporativos são a maioria dos resultados da primeira página no caso de seguros (69%), operadoras de celular (60%) e bancos (86%). Os sites de compra, por sua vez, dominam os resultados para companhias aéreas (60%) e eletrônicos, como celulares (54%), aparelhos de TV (63%) e computador e acessórios (57%).

Já as mídias geradas pelo consumidor representam um percentual importante dos resultados em categorias como cartão de crédito (37%), carro (26%) e computador e acessórios (22%). Os sites de informações e notícias têm menor participação na primeira página de resultados de buscas. Este tipo de mídia aparece em maior percentual somente na busca por marcas da categoria supermercado, com destaque a localizadores, como o site Apontador.


Por Fernando Souza Filho

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Analista do Gartner sugere que CIOs invistam em negócios e não em tecnologia



Empresas dos Estados Unidos e Canadá podem economizar até US$ 170 bilhões em redes e comunicações

As empresas dos Estados Unidos e Canadá podem economizar até US$ 170 bilhões em redes e comunicações caso sigam a recomendação da analista do Gartner Elia San Miguel de se focar em processos de negócios e não na última tecnologia. Entre as áreas com maior potencial para redução de gastos, a instituição aponta a otimização de WAN (US$ 44 bilhões), Gigabit Ethernet (US$ 37,6 bilhões), IP Phone (US$ 10,4 bilhões), telepresença (US$ 3,5 bilhões) e SIP trunking (US$ 18 bilhões).

A analista defende a tese de que as companhias precisam avaliar melhor o uso de suas redes antes de partir para a compra de novas tecnologias. Redefinir e otimizar o o tráfego, gastar naquilo que realmente precise e que terá impacto efetivo nos negócios são as lições que a executiva dá aos CIOs. "Eles devem checar também se os usuários sabem usar, porque, às vezes, falta educação e treinamento."

Outro ponto levantado é com relação à opção de compra. De acordo com analista, a escolha correta dos fornecedores pode render uma economia de 37%, somente não se deixando influenciar pelo relacionamento com os vendedores. "Pense naquilo que a empresa realmente precisa e não compre tecnologias pelo relacionamento com o fornecedor", pontuou Elia.

Tendências

O Gartner estima mecanismos como as ferramentas e tecnologias para telepresença e comunicações unificadas (UC) devem impactar o dia a dia da TI das empresas. Ao adotar telepresença cerca de 10,5 mil viagens poderão ser evitadas até 2012. Um custo considerável se levar em conta um valor médio de US$ 1,7 mil por viagem.

Além disto, Elia mostrou outro dado que evidencia uma mudança dentro das organizações: até 2013, 40% da força de trabalho não terá em sua mesa um telefone. Ele será substituído por softphones e aparelhos celulares. Mas o trabalho para deixar as UCs populares passa pela prova do retorno sobre o investimento (ROI). "Os CIOs precisam mostrar os ganhos com os processos de negócios."

Por Roberta Prescott

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E-commerce cresce sem parar


O primeiro semestre de 2009 apontou crescimento de 27% nos negócios via Web no Brasil, em relação ao mesmo período do ano anterior. Registros mostram R$ 4,8 bilhões em negócios


O comércio via Internet no Brasil saltou 27% no primeiro semestre de 2009. Os números são da última edição da pesquisa Webshoppers, realizada pela empresa EBit, com apoio da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (câmara-e.net) que aponta números específicos do chamado e-commerce no País. São mais de 7,5 milhões de questionários no banco de dados.

O volume de negócios via Web atingiu R$ 4,8 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, contra R$ 3,8 bilhões em igual período em 2008. O tíquete médio, ou seja, quanto se gasta em cada compra, alcançou R$ 323 por consumidor.

O valor é considerado alto e mostra avanço das vendas de produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos. A expectativa é que 2009 feche com um volume de R$ 10,5 bilhões em vendas online. Mesmo com os efeitos da crise batendo à porta, o setor de vendas por Internet cresceu 50% em junho em comparação a abril e maio. O segredo está nas reduções de Impostos, que privilegiaram produtos de maior destaque na rede. Confiança Entre os produtos mais adquiridos via Internet estão, em primeiro lugar, livros e assinaturas de jornais e revistas, seguidos por artigos de saúde, beleza e medicamentos, logo depois produtos de informática, em quarto lugar eletrodomésticos e na quinta posição itens eletrônicos. O número de consumidores que tiveram pelo menos uma vez a experiência de adquirir um produto via Internet saltou para 15,2 milhões no primeiro semestre de 2009. No ano anterior, este volume era de 11,5 milhões em igual período. O aumento, segundo os organizadores da pesquisa, se deve fundamentalmente pelo crescimento da confiança dos consumidores. De acordo com o Movimento Internet Segura (MIS) e Câmara-e.net, 86% dos brasileiros que utilizaram a Internet para comprar algo estão satisfeitos com os resultados obtidos. A universitária Nádia Nobre adora comprar pela Internet. “Estou sempre me atualizando. Às vezes vejo um produto em algum site e já clico para adquirir lá mesmo. É muito mais cômodo e seguro. Basta seguir algumas normas de segurança que não há problema“. Para o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Fortaleza (Sindilojas), José Cid Alves do Nascimento, o consumo online é um caminho sem volta e que qualquer tentativa de frear este avanço é tolice. “Temos que nos adequar às mudanças, melhorar o atendimento em balcão e também passar a oferecer o serviço como opção“, avalia. No entanto, Alves não acredita que a venda virtual supere a tradicional. “Nada é mais forte que o feeling do bom vendedor. Estes nunca serão suplantados“, aposta. Contudo, o número de pedidos via Web, até o final de 2009, deve ficar em 30 milhões no Brasil, cerca de cinco milhões a mais que em 2008, registrando uma evolução do tíquete médio para R$ 327 por compra.


Por Carlos Henrique Coelho | O Povo online

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Jovens radicais


As histórias e os desafios de empreendedores e executivos que nem chegaram aos 30 anos


Os números não deixam dúvida: Os empresários brasileiros estão ficando mais jovens. Não se trata, é claro, de uma doença bizarra, como a do personagem de Brad Pitt no filme O Curioso Caso de Benjamin Button, que nascia velho e rejuvenescia ao longo da vida. O fato é que, a cada ano, mais e mais jovens se tornam empresários no País. Em 2008, dos 14,6 milhões de empreendedores brasileiros, 29,1% tinham entre 18 e 24 anos, segundo o consórcio internacional Monitor Global de Empreendedorismo (GEM). Muitos desses jovens, é claro, estão fadados a engordar as estatísticas de mortalidade de empresas. Alguns, porém, têm como destino o sucesso. “Normalmente são pessoas que têm sólida base familiar e boa formação escolar”, diz Fábio Saad, gerente da consultoria de carreiras Robert Half.
Segundo ele, os jovens de hoje se beneficiam de uma tendência mundial, que começa a surgir no Brasil. “Agora, o ideal é avaliar o profissional por seu potencial, não por sua idade ou experiência”, revela. Apesar da tendência, os jovens ainda sofrem com a resistência de colegas mais velhos. A forma como lidarão com essas barreiras determinará o grau de seu sucesso.
A juventude também não os exime dos problemas que atingem pessoas mais velhas em cargos de liderança. A vantagem dos mais novos, diz saad, é que foram criados num mundo mais impessoal e distante. “Situações que trariam solidão a uma pessoa de 40 ou 50 anos são menos difíceis para eles”, diz. Afinal, foram acostumados desde pequenos com a ausência dos pais. Além disso, afastam a solidão com a ajuda da internet.
DINHEIRO coletou exemplos desses jovens executivos e empreendedores cujas histórias foram analisadas pela consultora de carreiras Vicky Bloch. Confira a seguir suas histórias e a opinião da consultora.

LEONARDO REIS – 26 anos, presidente da Cedro Finances
Leonardo Reis começou seu primeiro negócio aos 15 anos, na companhia de um amigo na cidade em que morava, em Goiás. Em pouco tempo, a pequena firma de hospedagem de sites começou a dar prejuízo. Sem a maturidade necessária para enxergar as falhas na companhia, os dois garotos decidiram vender o negócio. Reis, porém, não se esquece da aventura e, hoje, faz o possível para não repetir os erros do passado em sua nova empresa, a Cedro Finances.
Da primeira companhia, a principal lição que tirou foi a necessidade de equilibrar juventude e experiência. O excesso ou falta de um desses elementos, acredita, é prejudicial a uma empresa como a sua.
Comandada por ele próprio, do alto de seus 26 anos, a companhia está no mercado efetivamente há dois anos. Hoje, a Cedro é uma das poucas certificadas pela Bolsa de valores de São Paulo e pela Comissão de Valores Mobiliários para prestar serviços de fechamento direto de posições no mercado de capitais, sem a interferência de corretoras.
Assim como é difícil explicar o que a Cedro faz, também foi o início das operações da empresa. “Uma pessoa muito nova, especialmente no mercado financeiro, não gera muita credibilidade”, explica o empresário. “Como não éramos conhecidos, tivemos enorme dificuldade para entrar nos bancos e corretoras com nosso produto. Para eles, às vezes é mais importante ter uma marca estabelecida do que um produto bom”, conta. Sua sorte foi não haver outra companhia realmente estabelecida no nicho de mercado que queria atender.
Por falta de opção, os conservadores diretores de bancos e financeiras foram obrigados a dar uma chance ao garoto de 24 anos. E perceberam que o produto da Cedro, embora desconhecido, era até mais avançado do que queriam. Como resultado, reis conseguiu formar uma carteira de clientes respeitável, que inclui os bancos Itaú Unibanco e HSBC, além de corretoras como a Coinvalores e a Socopa. Sob seu comando, a Cedro faturou R$ 7 milhões em 2008 e deve fechar este ano com receita de R$ 12 milhões, fruto do trabalho de seus 130 funcionários. Hoje, a maioria dos funcionários de Reis tem idade próxima aos 22 anos. Apesar disso, nos cargos de liderança, ele colocou pessoas mais velhas, com mais experiência – a maior parte delas mais velhas que ele próprio. E é nessas pessoas que o jovem empresário se apoia quando enfrenta dificuldades que fogem à sua experiência.
“Em alguns casos, especialmente no mercado financeiro, experiência e idade contam muito”, conclui Reis.
O que diz Vicky Bloch
Esse é um rapaz que passa a sensação de estar feliz da vida. Além de ter seu próprio negócio, gosta muito do que faz, de tecnologia. Fica claro que, para ele, ter seu próprio negócio é uma garantia para o futuro. Não é porque uma pessoa é jovem que não quer guardar dinheiro, comprar uma casa e coisas assim. Ele parece ter encontrado um equilíbrio saudável entre sua atividade profissional e sua vida pessoal.

JAQUES WELTMAN – 25 anos, presidente da PETe
Jaques Weltman começou sua carreira de empresário aos oito anos. Quando cursava a segunda série do primário, criou o Jornal das Crianças para distribuir entre os colegas de classe. A aventura morreu na terceira edição. “Comecei a publicar os casinhos amorosos da classe e o pessoal não gostou. Foi aí que aprendi por que o consumidor tem sempre razão”, diz ele. O fracasso não subiu à cabeça e, nos anos seguintes, Weltman vendeu colares na escola e criou até mesmo um consórcio de videogames entre colegas. Tanto perseguiu seu sonho de se tornar empresário que hoje, aos 25 anos, ele preside sua própria empresa, a PETe, fabricante de sistemas robóticos para educação. Graças a ele, o faturamento da companhia deve chegar a R$ 5 milhões neste ano, contra quase zero em 2007, quando assumiu a presidência. No ano que vem, a meta é dobrar esse valor.
Weltman explica que seu tino para negócios é hereditário. “Sou judeu. Então, para mim, é uma coisa de sangue”, diz ele. “Quando tinha quatro anos, passava o dia na loja do meu avô e até hoje lembro do barulho da caixa registradora”, conta ele. A primeira aventura como empreendedor após a faculdade, uma consultoria, durou pouco graças à sua pouca experiência. Depois disso, Weltman trabalhou por um tempo na Trio Alimentos, na área comercial da fabricante de barras de cereais. Inquieto, porém, conseguiu o apoio do dono da empresa, Mário Oliveira, para encontrar e começar a trabalhar em uma empresa com potencial. Por meio de seus contatos da faculdade, o jovem executivo conheceu a PETe. em quatro meses, Oliveira desistiu do investimento. Weltman decidiu permanecer. Levantou R$ 500 mil passando o chapéu entre amigos e familiares para comprar parte da companhia e se tornar seu presidente. Tudo com o aval dos fundadores, Marcello Duarte e José Pacheco. “Foram eles que me deram apoio quando alguns na equipe me acharam muito novo”, conta. No pior episódio, um dos funcionários deixou claro que não seria capaz de seguir ordens de alguém tão jovem. Para superar o impasse, Weltman foi obrigado a demitir o funcionário. Hoje, o apoio dos sócios mais velhos continua importante para o empresário. “Eles me respeitam e me deixam tranquilo para tomar as decisões que forem necessárias para a empresa”, afirma. Para superar a barreira da idade no contato com fornecedores e clientes, a tática é simples: mostrar competência e seriedade. “Se a pessoa do outro lado percebe que você sabe o que está falando, a idade deixa de ser um fator relevante”, diz.
Algumas vezes, porém, a falta de experiência cobra seu preço. “Às vezes não sei se estou no caminho certo, mas o que vou fazer? Falar com a parede? de fato, eu falo com a parede. Mas é o que digo para minha mãe: ‘Relaxa, porque até agora a parede não respondeu’”, brinca. Na prática, é da família que Weltman extrai forças para manter seu sonho empreendedor. Os pais, um médico e uma psicóloga, não entenderam por que ele trocou um bom salário e a carteira assinada por uma empresa pequena. Mesmo assim, são seu porto seguro e conselheiros, bem como os amigos mais próximos. Mas, no fundo, o que o move é a lembrança do barulho da máquina registradora de seu avô e o silêncio da parede.
O que diz Vicky Bloch
O Jaques, por vias tortas, parece que chegou ao lugar certo e que está feliz. Ele é aquele tipo de jovem que precisa ter uma causa na vida, precisa fazer algo com significado. Trabalho não pode ser só trabalho. E, no próprio negócio, isso é mais fácil de conseguir, pois é a própria pessoa que escolhe o que quer e como chegar lá. Mesmo que isso, como no caso dos pais do Jaques, não seja compreendido tão facilmente.

RODRIGO MORAIS – 25 anos, gerente de RH para a América Latina da Bayer CropScience
Aos 25 anos, Rodrigo Morais é hoje responsável por gerenciar todas as áreas de RH das subsidiárias latino-americanas da fabricante alemã de defensivos agrícolas Bayer CropScience. Dez anos atrás, era apenas um contínuo da presidência da Ciba, empresa química hoje controlada pela também alemã Basf. Nas duas empresas, o jovem executivo enfrentou, de diferentes formas, a resistência dos colegas à sua pouca idade. “Comecei a trabalhar cedo, o que é comum na minha família. Em pouco tempo na Ciba, fui promovido a auxiliar na área de RH da empresa”, conta. Rapidamente, subiu degraus na hierarquia da empresa e, em 2006, já ocupava um cargo intermediário na companhia. “O problema é que meu chefe me via como o garoto que, dias atrás, havia sido boy do presidente. Ele me achava muito novo para desempenhar minhas funções”, afirma ele. O sentimento era geral entre seus colegas, embora ele apresentasse desempenho excelente, que lhe garantiu as rápidas promoções.
Incapaz de superar essa barreira, Morais decidiu sair da Ciba. Graças aos contatos feitos na última função, foi logo contratado pela Bayer. “Como já cheguei como analista, o tratamento das pessoas foi diferente. Não havia tanta resistência como antes, pois as pessoas não me viam apenas como um boy”, diz. Isso, porém, não foi o fim das dificuldades impostas por sua pouca idade. “Ser jovem é complicado na hora de iniciar os relacionamentos no trabalho. As pessoas mais velhas têm muita desconfiança”, diz. Para conseguir superar essas barreiras, Morais afirma que existe apenas um caminho: se preparar e mostrar competência. Para ele, de certa forma, isso compensa um pouco a falta de vivência profissional. Além disso, ele acredita que é possível transformar falta de experiência em oportunidade. “Quando enfrento dificuldades, procuro a ajuda do meu chefe e mesmo de meus pares, que são pessoas mais velhas”, diz ele. “Além de aprender com eles, isso também é a forma que tenho de mostrar respeito e humildade em relação ao trabalho deles. No futuro, são coisas como essas que podem garantir a evolução da minha carreira”, afirma, pragmático.
Para Morais, sua carreira de sucesso tem ainda outro lado negativo. Além das barreiras adicionais que teve de superar, ele foi obrigado a abrir mão de grande parte de sua vida pessoal. Sue nasceu jogando videogames. Me apego muito a iPods e videogames nas viagens. Eles tomam o lugar que seria da família”, revela. Seja como for, Morais já decidiu impor um ritmo menos alucinante à sua carreira. Sua intenção é continuar progredindo, mas, por enquanto, o momento é de adaptação. “O ímpeto da juventude é ser ambicioso. Mas é preciso cuidado. O passo atrás é muito mais difícil que o passo à frente”, conclui.
O que diz Vicky Bloch
Hoje os jovens não têm problema nenhum em procurar ajuda, seja onde for. É algo natural para eles, e o Rodrigo definitivamente mostra esse tipo de característica. Para quem é mais jovem, os níveis hierárquicos não têm tanta relevância quanto para pessoas mais velhas. Então, para buscar ajuda para resolver um problema, eles não têm pudor nenhum e perguntam para o chefe, ou até mesmo para o chefe do chefe.

LEONARDO CIRINO – 26 anos, diretor de marketing da CNA
Aos 15 anos, Leonardo Cirino estava com problemas na escola. Embora morasse em Jaú, trabalhava em Campinas. Por isso, negligenciou seus estudos e foi forçado a frequentar aulas de recuperação. O que prometia ser algo maçante, porém, se transformou em seu trampolim para o sucesso. No intervalo de uma das aulas, conheceu o dono da rede de escolas em que estudava, Gerson Trevisani, com quem conversou longamente sobre sua paixão, o marketing. “Foi a primeira vez que alguém mais velho ouviu o que eu tinha a dizer sobre o assunto. Até então, ninguém prestava atenção, pois me achavam muito novo para saber algo sobre o assunto”, diz Cirino. Impressionado com o garoto, Trevisani o convidou para assumir a área de relações públicas do grupo. A pouca idade já começou a pesar desde o prematuro início de carreira. “Minha primeira semana longe de casa foi complicada. Mas me ensinou que tenho todas as ferramentas para resolver qualquer problema”, afirma.
Nos cinco anos seguintes, sua carreira continuou acelerada. Aos 20 anos, ainda cursando a faculdade de publicidade, Cirino foi contratado pela rede de supermercados Confiança para o cargo de diretor de marketing. A oportunidade apareceu em um momento em que a rede enfrentava dificuldades e havia demitido muitos de seus funcionários. Ambicioso, Cirino se propôs a trabalhar de graça até que suas ações surtissem efeito para a empresa. Ganhou seu espaço e, em dois anos, estava consolidado no cargo. Nessa época, soube que o CNA procurava um diretor de marketing.
“Aí veio a dúvida: será que eles vão apostar em mim, um cara novo e, ainda por cima, do interior? Sabia que não, por isso pensei numa forma de conseguir chamar a atenção deles”, diz. Durante meses, realizou por conta própria uma pesquisa de mercado sobre o CNA e elaborou um plano estratégico que colocaria em prática se contratado. Os resultados foram gravados num DVD que Cirino enviou diretamente ao presidente do CNA, Luiz nogueira da Gama neto. Ao ver a apresentação, Gama Neto chamou Cirino para conversar. Segundo encontro, o contratou.
Na ótica de Cirino, o principal desafio que teve em sua curta carreira foi provar que a pouca idade não é sinônimo de pouca competência. “Experiência conta muito, é claro, mas a paixão conta muito mais”, afirma. Para contornar essa barreira, ele revela ter um truque. “Me coloco no lugar da outra pessoa e tento descobrir o que seria necessário para convencê-la a apostar em mim, mesmo sendo novo.” Normalmente, conta, a resposta é ser audacioso e agressivo.
Segundo ele, a barreira da idade praticamente deixou de existir. Ainda assim, ele reconhece que tem suas limitações. Nesses momentos, sua saída é procurar ajuda entre amigos, colegas e com o pai. Cirino admite que sua vida é solitária e que abriu mão de muita coisa para chegar onde está. “Quem sai de casa com 15 anos, jogando todas as fichas na carreira, vira um workaholic, é claro. Vida pessoal fica em segundo plano”, diz, pouco antes de desligar o telefone e aproveitar o dia final da visita à Disney World, em seu primeiro período de férias desde os 17 anos.
O que diz Vicky Bloch
Uma pessoa segura de si, com muita autoconfiança, naturalmente tende a ser mais solitária. Isso acontece com o Leonardo, que apostou todas as fichas na própria carreira. Mas vejo uma armadilha numa trajetória tão rápida como a dele. Afinal, com 20 anos, uma pessoa não passou por ciclos de vida suficientes para criar a maturidade que pode ser necessária. E esses ciclos não podem ser acelerados, mas requerem tempo.

LEONARDO SOARES BARBOSA – 27 anos, fundador do MoIP
No momento que decidiu abrir seu próprio negócio, Leonardo Barbosa já sabia que seria uma empresa de internet. Pouco mais velho que a rede mundial de computadores, ele foi criado num mundo em que a internet faz parte do cotidiano das pessoas. E foi nesse ambiente que ele fundou sua empresa, o MoIP, um site de pagamentos online. A ideia surgiu após um intercâmbio nos EUA, durante o qual conheceu alguns dos criadores do PayPal, o principal site de pagamentos online do mundo. De volta ao Brasil, decidiu que havia mercado para uma versão tropicalizada do produto.
“O ambiente da internet ajudou. É muito mais fácil criar uma empresa online. Mas é o espírito empreendedor e a ambição que falam mais alto. E eu tenho isso de sobra”, diz Barbosa. Para ele, a pouca idade trouxe mais vantagens do que desvantagens em sua carreira. “Os mais jovens conhecem melhor a internet. E a maioria das pessoas que estão nesse ramo é muito jovem mesmo. Já nascemos dentro da internet”, diz ele. Por estar em um ambiente em que, naturalmente, a média de idade é baixa, mesmo entre empresários, diz não ter enfrentado nenhum tipo de resistência ou preconceito por ser tão jovem. Mas não foi sem auxílio que ele criou o MoIP. “Procurei sócios mais experientes que eu quando dei início ao negócio. Eles se tornaram minha fonte de experiência para aqueles momentos em que ela seria importante para tomar decisões cruciais para o futuro do MoIP”, diz ele. Em sua opinião, não fosse por essa ajuda, ele teria encontrado problemas grandes para atingir tão rapidamente o patamar em que está. Mesmo assim, hoje, o rapaz de 27 anos já se considera apto a começar uma empresa sem a ajuda de ninguém. “ Amadureci muito, e conseguiria tocar algo sozinho. Mas, se tivesse opção, certamente traria alguém para o meu lado. É melhor”, diz.
Outra ajuda importante que Barbosa teve ao desenvolver sua empresa veio da própria internet. Sem ela, diz o empresário, teria sido muito mais difícil desenvolver o MoIP. “Estudei engenharia, o que não tem muito a ver com internet. Mas foi por meio dela, com a ajuda de sites como o Google, que acabei encontrando as informações de que precisava. Só me restou aprofundar tudo para construir o que hoje é a minha empresa”, afirma. Hoje, a companhia faz parte do portfólio da IdeiasNet e tem mais de sete mil lojas online no Brasil cadastradas a utilizar seu serviço. A meta para este ano é chegar a 30 mil transações realizadas e, no ano que vem, atingir a marca de 750 mil transações, movimentando R$ 100 milhões. Para chegar a essa meta, ele aposta na parceria que foi firmada entre o MoIP e a operadora Oi, que utilizará seu sistema no portal IG, um dos maiores da internet brasileira. Mais do que nunca, Barbosa está no hábitat natural que escolheu para sua empresa.
O que diz Vicky Bloch
A geração do Leonardo realmente nasceu num ambiente completamente diferente do que era comum há bem pouco tempo atrás. Ele foi educado, como muitos de sua idade, a fazer uma infinidade de coisas ao mesmo tempo, embora com pouca profundidade. A própria internet facilita isso. É por isso que ele procurou abrir uma empresa nesse mercado, pois nele se sente mais confortável para aplicar suas habilidades.



Por José Sergio Osse | IstoÉ Dinheiro

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Indústria do plástico lança campanha nacional sobre consumo responsável


Com o mote das sacolas plásticas, a campanha pretende chamar a atenção da população para os benefícios dos plásticos à vida das pessoas e para a importância do seu uso responsável na preservação do meio ambiente.

Uma campanha para incentivar o uso e o descarte adequados de sacolas plásticas começará a ser veiculada pela mídia nacional no dia 11 de setembro. Com aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase – até o final de 2009 - a ação foi desenvolvida pela cadeia produtiva dos plásticos, que se reuniu pela primeira vez para promover a responsabilidade compartilhada e a sustentabilidade.

A campanha foi desenvolvida pela agência W/ e contará com veiculações em TVs, jornais e revistas, destacando os benefícios do plástico e a relevância da questão dos resíduos sólidos urbanos. A intenção é reforçar que a solução desse problema depende da conscientização da sociedade sobre conceitos como o dos 3’Rs (reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens).

Para que esse posicionamento sensibilize a população, a cadeia produtiva do plástico tem atuado para resolver outra questão – a padronizaçao de sacolas plásticas disponíveis no mercado. Quando fabricadas de acordo com a norma ABNT 14.937, as sacolas ficam mais resistentes e oferecem segurança ao consumidor, que não precisa usar a embalagem pela metade ou utilizar em duplicidade ou triplicidade.

Em 2008, o setor lançou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas correspondentes estaduais, passou a estimular os supermercados adotar as sacolas dentro da norma. O Programa chegou a diversos estados brasileiros e tem registrado índices significativos de utilização responsável das sacolas. Somente o Pão de Açúcar, já registrou queda de 35% no uso de sacolas em sua rede por todo o Brasil. As redes de supermercados G. Barbosa (BA) e Zaffari (RS) também aderiram.

Sendo assim, a campanha que será lançada na próxima sexta-feira reforçará a importância desse tipo de embalagem na vida das pessoas e mostrará que, com uso responsável, ela oferece conveniência e ajuda na preservação do meio ambiente. Até porque a sacola plástica é uma preferência nacional. Pesquisa realizada pelo Ibope em 2007, e atualizada em junho de 2009, mostra que mais de 70% dos entrevistados acham as sacolas plásticas a forma ideal para transportar suas compras e 100% a reutilizam tanto para o descarte do lixo doméstico, dispensando a compra de sacos para esse fim, quanto para outras finalidades (embalar roupas molhadas, guarda-chuva e etc).

A iniciativa da campanha é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) e com o Instituto Nacional do Plástico (INP), e conta com o apoio da cadeia produtiva, desde os fabricantes de resina até os transformadores. O aporte de R$ 7 milhões inclui a campanha nacional e a continuidade do Programa de Sacolas até o final de 2009.



Por Portal da Propaganda

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

M-marketing amadurece


Ninguém sabe com precisão quanto é gasto em campanhas de mobile marketing no mundo a cada ano. Para se medir o tamanho dessa atividade, depende-se hoje das estimativas de consultorias, que muitas vezes divergem entre si.
Mas esse problema está com os dias contados. A Mobile Marketing Association (MMA), em parceria com a GSM Association (GSMA), o Internet Advertising Board (IAB) e o Media Rating Council (MRC), está desenvolvendo um sistema para acompanhar esses dados ano a ano. A solução deve ficar pronta até dezembro, promete o presidente da MMA, Mike Wehrs.
Embora ainda não esteja desenvolvido tal sistema de acompanhamento, existem outras maneiras de se constatar que o uso do celular como ferramenta de marketing está crescendo a pleno vapor. Para Wehrs, a fase de experimentação já passou e o mobile marketing começa a se consolidar como um canal eficiente e relevante para qualquer campanha publicitária.
“Hoje, grandes marcas como CocaCola, Ford e Nokia investem pesado em marketing móvel. É verdade que o celular ainda não representa 10% da verba publicitária dos grandes anunciantes, mas está crescendo rapidamente”, afirma o executivo.
Junto ao avanço do marketing móvel no mundo, a MMA também vem se expandindo. Nascida em 2002 nos EUA, a entidade está se tornando global.
O capítulo latino-americano, com sede em São Paulo, foi criado em março de 2008. No fim do ano passado a entidade fincou seus pés na Ásia, com um escritório em Singapura. Por sinal, a entrevista de TELETIME com Wehrs foi feita por telefone quando este estava em Pequim, na China, logo após levantar da cama para mais um dia de reuniões com empresas locais sobre mobile marketing. A MMA também tem um capítulo para a Europa e outro para o Oriente Médio e África. Em alguns países, são criados conselhos locais. Está nos planos da entidade abrir mais três na Ásia e no Pacífico até o começo de 2010 nos seguintes países: Filipinas, Indonésia e Austrália.
A atuação em vários países do mundo permite que a MMA tenha uma visão global do desenvolvimento do marketing móvel. Segundo Wehrs, as áreas mais avançadas são Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia. Ele lista três fatores como as razões para essas regiões estarem à frente do resto do mundo: 1) a cobertura e a velocidade de suas redes móveis; 2) colaboração e eficiência das operadoras locais no lançamento rápido das campanhas; 3) cooperação com os órgãos reguladores locais.
Uma lição importante que se pode aprender dos casos de sucesso nos países desenvolvidos, segundo Wehrs, é a integração do celular às grandes campanhas publicitárias, sempre respeitando as características particulares dessa nova mídia. Ele lembra que quando surgiu a publicidade online, um erro comum era transpor para um website um anúncio produzido para outros meios. “É preciso explorar as características de cada mídia. Se você pegar uma campanha on-line e transferila integralmente para o celular, ela pode até funcionar, mas você não estará aproveitando as funcionalidades que fazem do telefone móvel uma mídia única e especial”, explica o presidente da MMA.
Brasil
Na América Latina, Wehrs enxerga uma liderança por parte do Brasil em marketing móvel, seguido de Argentina e México. Ele fala isso baseado na quantidade de empresas envolvidas com essa atividade e a quantidade de campanhas lançadas. No resto da região, Wehrs entende que ainda é necessário um trabalho de promoção e educação sobre o que é mobile marketing.
Apesar da liderança brasileira, o executivo aponta alguns obstáculos que o País precisa enfrentar para aumentar ainda mais o investimento dos anunciantes na mídia celular. Ele critica, por exemplo, a regulação da Anatel sobre o opt-in, temendo que isso faça até mesmo com que o Brasil salte a etapa de uso do SMS como canal para publicidade.
Embora elogie o empenho das operadoras brasileiras em adotar o recémcriado manual de melhores práticas da MMA (leia matéria sobre o tema nesta edição), Wehrs reclama do preço praticado por elas para mensagens de texto com finalidade de marketing. De uns tempos para cá, as teles elevaram o preço em relação àquele praticado para as mensagens de serviços corporativos (automação de força de vendas etc). Segundo Wehrs, a tentativa de cobrar uma tarifa premium para o SMS de marketing aconteceu em vários outros países mas não vingou em nenhum deles por conta da forte reação negativa do resto do mercado. “Se isso persistir, haverá um significativo impacto nos investimentos dos anunciantes para o uso de SMS como canal de comunicação no Brasil”.
Sobre a reclamação de algumas agências de que há demora na aprovação de campanhas de mobile marketing pelas operadoras, Wehrs reconhece que esse é um problema em muitos países do mundo, mas acredita que o cenário irá melhorar no Brasil com a adoção do manual de melhores práticas. “Ele torna o trabalho de validação de uma campanha muito mais fácil para as operadoras porque todas as empresas estão seguindo as mesmas regras”, explica. Wehrs conta que o país em que as operadoras são mais ágeis na aprovação de campanhas de mobile marketing é a Turquia. Lá, a operadora Turkcell age da seguinte forma: se o anunciante é membro da MMA e está comprometido com o manual de melhores práticas, então a campanha é aprovada imediatamente.
AMMB
Além da MMA, o Brasil tem outra entidade dedicada a fomentar o uso do celular enquanto ferramenta de marketing: a Associação de Marketing Móvel do Brasil (AMMB). De acordo com Wehrs, o caso brasileiro não é único.
Em vários outros países em que a MMA aporta já existem organizações locais. Wehrs garante que não há, por parte da MMA, qualquer desejo de competir com as entidades locais. “É comum oferecermos um acordo: a organização local cuida dos assuntos daquele país e nós lhe provemos o acesso à documentação internacional, além de darmos preferência a seus membros para se associarem à MMA”, explica. Não raro, a entidade local acaba preferindo migrar todos os seus associados para dentro da MMA.
Sobre o Brasil, Wehrs diz que o clima entre a MMA e a AMMB é de cooperação para um trabalho em conjunto.
Vale lembrar que a própria MMA nasceu da junção de duas entidades: a Wireless Advertising Association (WAA) e a Wireless Marketing Association (WMA).


Por Revista Teletime

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Operadoras de telecomunicações investem em cloud computing


Companhias de telecomunicações almejam entrar no mercado de tecnologia da informação e cloud computing.

Já faz algum tempo que empresas de telecomunicações oferecem serviços de tecnologia da informação e flertam com novas tendências de infraestruturas baseadas na internet. É um movimento natural, uma vez que essas companhias já têm tradição em administrar redes e fornecer soluções para demandas variáveis.

O fortalecimento de tendências computacionais como software como serviço e computação nas nuvens é mais uma oportunidade. E o grande diferencial dessas empresas é a própria infraestrutura de telecomunicações e seu grande alcance nas diversas regiões do País.

Mas para competir com os fornecedores de tecnologia com alto grau de sofisticação há um longo caminho pela frente. O analista da consultoria TGT Consult, Pedro Bicudo, acredita que nos próximos cinco anos o setor de telecomunicações não terá força para competir com os grandes atores do mercado. “Vai levar muito tempo até que uma empresa de telecomunicações adquira força suficiente para competir com companhias como EDS, Accenture, Google, Microsoft, Yahoo, algumas delas com foco muito grande em seus nichos específicos”, diz Bicudo.

Para o analista, no futuro o mercado será de quem dominar a cadeia de valor. Dá para fazer uma analogia com a Coca-Cola: a empresa faz a fabricação, controla a cadeia de distribuição e ainda tem domínio sobre contratos realizados com varejistas e grandes empresas do ramo de alimentação. “Hoje, é possível dizer que essa cadeia é dominada pela Microsoft, graças à habilidade que a empresa tem de estabelecer e manter parcerias para fazer com que suas ferramentas cheguem em um status privilegiado ao mercado”.

Embora dominem as infraestruturas de rede, as companhias de telecomunicações não terão facilidade para quebrar essa cadeia de valor. Na área de tecnologia, boa posição no mercado não se compra, constrói-se ao longo dos anos.

O analista da consultoria IDC, Reinaldo Roveri, acredita que as operadoras têm grande potencial de se tornar importantes players do mercado de tecnologia da informação fornecendo desde hospedagem de infraestrutura, segmento no qual algumas já atuam. Mas para isso elas terão de se contentar com os clientes menos exigentes com relação à sofisticação das soluções, pelo menos nos próximos anos.

Pontos fracos e fortes

A falta de tradição e de experiência no fornecimento de serviços de TI, por si só, já poderia ser considerada uma das grandes desvantagens das companhias de telecomunicações, mas elas ainda sofrem com um problema ainda mais básico: deficiência no seu negócio principal. Não raro, os serviços sofrem panes, deixam milhares de usuários sem acesso à internet e, nos piores casos, sem acesso à rede de telefonia.

Para Roveri, as operadoras ainda têm que realizar muitos investimentos para garantir acordos de níveis de serviço adequados para operações mais críticas. A entrada com força em cloud computing e serviços gerenciados de TI vai depender de as companhias ganharem essa capacidade e o respeito dos consumidores como fornecedores no qual se pode confiar.

“Isso não vai acontecer no médio prazo. Nos próximos anos, as operadoras não vão conseguir oferecer serviços de alto valor e a maioria delas terá de se concentrar em fornecer produtos complementares às redes de telecomunicações”, diz. E, para chegar a um status maior, os investimentos terão que ser muito altos, principalmente em recursos humanos. A força de trabalho especializada em áreas mais sofisticadas de tecnologia é cara e difícil de ser encontrada no mercado.

Apesar das fraquezas, uma vantagem competitiva pode ser destacada: computação em nuvens e infraestrutura como serviço implica em criar um modelo de cobrança complexo, variável, de acordo com o uso. As companhias de telecomunicações são as que têm os sistemas mais avançados de cobrança nesse quesito, o que pode ser essencial para um modelo de negócios bem sucedido.


Por Rodrigo Afonso, da Computerworld

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